Dia Mundial do Café: Brasil é o maior produtor do mundo
Confira algumas curiosidades da produção nacional que detém 29,6% do grão verde colhido no mundo
Nesta quarta-feira (14), data em que é comemorado o Dia Mundial do Café, que tal saber algumas curiosidades sobre o grão que está presente no dia a dia dos brasileiros. Para começar, sabia que o País é o maior produtor do planeta? Das 10,2 milhões de toneladas de café verde colhido globalmente, o agro nacional respondeu 29,6% desse total, com 3 milhões de toneladas. Os dados são de 2019, o mais recente sobre a safra estimada pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês). Logo atrás do Brasil está o Vietnã, com 16,6% da produção, a Colômbia, com 8,7%, a Indonésia, com 7,5%, e a Etiópia, com 4,8%.
Sabia que essa produção refere-se a dois tipos de café? O arábica, mais indicado para a bebida coada – nas máquinas ou coador –, e o conilon, ideal para a fabricação do café solúvel. Os tipos originam-se de grãos de plantas distintas. Na safra de 2021, os produtores brasileiros devem colher, 2 milhões de toneladas do grão arábica, 66,5% da produção nacional, e 995,9 mil toneladas de café conilon, 33,5% da safra, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Um ano bom, o outro, nem tanto
Outra curiosidade é que a produção de café oscila de um ano para o outro. Esse fenômeno é conhecido por bienalidade do cafeeiro, e ocorre em todas as plantações no mundo. Significa que em um ano, a planta expressa seu maior desempenho, e produz mais, e, no outro ano, quando ela recupera seu vigor, e produz menos grãos de café.

A safra de 2021 é caracterizada por esse período de recuperação da planta, com uma safra total estimada em até 3 milhões de toneladas. Em 2020, a produção foi de 3,8 milhões de toneladas de café, de acordo com a Conab.
Os polos de produção
Arábica
Minas Gerais | 66,1% |
São Paulo | 12,8% |
Espírito Santo | 10,9% |
Bahia | 5,6% |
Paraná | 2,9% |
Conilon
Espírito Santo | 68,0% |
Roraima | 14,4% |
Bahia | 14,0% |
Minas Gerais | 1,9% |
Mato Grosso | 1,2% |
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